Qual é a relação entre patrimonialismo e burocracia na administração pública, e como esses conceitos afetam a eficiência e a transparência do governo?

 

Tópico: Modelos de Administração Pública: patrimonialismo e burocracia

Qual é a relação entre patrimonialismo e burocracia na administração pública, e como esses conceitos afetam a eficiência e a transparência do governo?

Os modelos de patrimonialismo e burocrático na administração pública são presenciados de forma mais contundente em períodos, sendo seguidos do gerencialismo e governança, após reformas administrativas, contudo, no Brasil se percebe resquícios do patrimonialismo em especial nos municípios pela baixa capacidade de estado, quando os cargos de gestão ainda sem preenchidos por mera indicação, desconsiderando a capacitação técnica, a fim de se manter privilégios individuais, bem como confusão entre bens públicos e bens particulares na gestão. O período burocrático neste sentido veio superar o patrimonialismo a fim de prever regras, fluxos, formulários, contudo, ainda sem aferir eficiência as ações do governo. Logo ambos os modelos afetam a eficiência e a transparência do governo por não se aterem as finalidades das ações do governo tampouco gerar prestação de contas dos recursos empregados e resultados alcançados.

patrimonialismo e burocracia

A relação entre o patrimonialismo e a burocracia é que ambos são formas de administração/organização do estado. Porém no patrimonialismo o estado é entendido como um "bem" do governante, servindo para atender a interesses particulares da minoria que detém o poder. Já a burocracia veio para tentar acabar com a administração patrimonialista na qual havia muita corrupção e nepotismo. Para isso ela dotou a administração de racionalidade, determinando regras a serem seguidas de forma que todas as ações fosses dotadas de impessoalidade, visando ao interesse público e não ao interesse dos governantes( como era no patrimonialismo). Esses conceitos atrapalham a eficiencia visto que o patrimonialismo o fim desejado era a vontade discricionaria do governante, já na burocracia o apego as regras se tornou tão grande que essas normas se tornaram o "fim desejado" e não o meio para se alcançar o resultado.

Re:patrimonialismo e burocracia

A princípio, achei interessante o destaque dado à caracterização do modelo patrimonialista como sinônimo de interesse pessoal dos governantes e a indicação de que o modelo burocrático surge como mecanismo para se contrapor ao modelo patrimonialista, à medida em que traz regras abrangentes, gerais e baseadas em racionalidade para se evitar ditames particulares na gestão pública.
Porém, sem dúvida, o modelo burocrático é caracterizado pelo excesso de regras a fim de diminuir a influência pessoal dos administradores, o que prejudica o (a) cidadão (ã) na busca de concretização de seus direitos.
Por fim, considero importante o destaque que a colega de curso enfatizou nos aspectos negativos de cada modelo.

Parabéns Juliana Bitencourtt Oliveira

Modelos de Administração Pública

O modelo patrimonial remonta a tempos em que a coisa pública estava sob poder pessoal, quando não havia comprometimento com transparência ou eficiência, uma vez que a administração exercia seu poder de forma autoritária e mais semelhante à área privada.
Já o modelo burocrático estabeleceu uma forma mais racional de pensar o Estado, trazendo o rigor da norma do bem público como imperioso sobre o interesse particular. Sob essa ótica, o Estado tornou-se mais impessoal e, portanto, menos corrupto e nepotista.

Qual é a relação entre patrimonialismo e burocracia na administração pública, e como esses conceitos afetam a eficiência e a transparência do governo?

O patrimonialismo e a burocracia são conceitos que influenciam a forma como o governo é administrado. No patrimonialismo, a gestão é centrada em interesses pessoais, em que o poder é utilizado para benefício próprio. Já a burocracia busca a organização e eficiência por meio de regras e procedimentos.

Quando há predominância do patrimonialismo, a administração pública pode ser afetada negativamente. Decisões podem ser tomadas com base em favorecimentos pessoais, prejudicando a transparência e a justiça. A burocracia, por outro lado, estabelece processos claros, reduzindo a subjetividade e promovendo a transparência.

A relação entre esses conceitos reflete diretamente na eficiência do governo. O patrimonialismo pode levar à falta de racionalidade nas decisões, enquanto a burocracia busca a eficiência por meio da organização e controle. Uma administração equilibrada, que incorpora elementos da burocracia, tende a ser mais eficiente e transparente, servindo melhor aos interesses da sociedade.

Qual a relação entre patrimolialismo e burocracia na administração pública, e como esses conceitos afetam a eficiência e a transparência do governo?

Tanto o Patrimonialismo quanto a Burocracia são modelos de administração pública.
No Patrimonialismo, o governante considera o Estado como seu patrimônio. Não há distinção entre o que é público e o que é privado, resultando em corrupção e nepotismo. Impossível falar em transparência pública e avaliação da eficiência das políticas públicas.
Já a Burocracia é uma forma de organização que utiliza regras racionais para condução de suas atividades, tendo como efeitos desejados a previsibilidade e padronização do desempenho, contribuindo com a transparência pública. Contudo, a ineficiência, lentidão e excesso de formalidades são disfunções da Burocracia.

Qual a relação entre patrimonialismo e burocracia na administração pública, e como esses conceitos afetam a eficiência e a transparência do governo?

Tanto o patrimonialismo como a burocracia consiste em Modelos de Administração Pública e a relação entre os dois modelos encontra-se no fato da burocracia ter sido idealizada para coibir a corrupção, melhorando a transparência do governo através de procedimentos baseados em normas; porém as disfunções da burocracia podem prejudicar a eficiência, por causa do excesso de normas e procedimentos.

Modelos de Administração Pública: Patrimonialismo e Burocracia

A relação entre patrimonialismo e burocracia está em ambas serem formas de atuação dos governantes nas funções inerentes aos governos. Podem ser consideradas maneiras opostas de atuação, pois o Patrimonialismo se baseia no uso do Estado como bem particular, enquanto a Burocracia prevê que os governantes atuem seguindo a impessoalidade.
Patrimonialismo é um termo que se refere à prática dos governantes em não distinguir o que é público do que é privado, considerando o Estado seu patrimônio. Neste modelo de administração os cargos e as funções públicas são vistos como meio de manter relações de poder e de influência. Além disso, a predominância do nepotismo e a inexistência das carreiras administrativas acentuam a corrupção e a arbitrariedade na tomada de decisões.
Em contraponto ao modelo Patrimonialista, Max Weber idealizou o conceito de Burocracia, segundo o qual as atividades realizadas nas organizações e na administração pública deveriam estar fundamentadas em regras racionais, na impessoalidade e na profissionalização da carreira no âmbito do serviço público.
Por ser um modelo baseado na racionalidade dos processos e na necessidade de documentar as funções, a Burocracia pode apresentar algumas disfuncionalidades que tornam os processos mais lentos, afetando a eficiência das organizações. Entretanto, apesar disso, é uma forma de administração que promove maior eficiência e transparência, quando comparado ao modelo Patrimonialista. A transparência é facilitada, pois os processos são documentados e as decisões tomadas são registradas.

Re:Modelos de Administração Pública: Patrimonialismo e Burocracia

No Patrimonialismo é ímpossível falar em transparência pública e avaliação da eficiência das políticas públicas. Já na Burocracia, a previsibilidade e padronização do desempenho contribuem com a transparência pública.

Modelos de Administração Pública: patrimonialismo e burocracia

No Brasil, os períodos da redemocratização na década de 1980 e da Reforma Bresser na década de 1990 marcaram profundamente os rumos da administração pública brasileira. Reformas importantes aconteceram no sentido de integrar alguns princípios do modelo gerencial, principalmente no que diz respeito à participação social e descentralização das políticas públicas.
Mecanismos de controle foram institucionalizados, bem como mecanismos que fortalecessem a transparência pública. Por outro lado, alguns aspectos do modelo burocrático não foram descartados, fazendo com que o profissionalismo fosse cada vez mais incentivado através do fortalecimento das carreiras públicas.
O conhecimento sobre os modelos de administração pública por parte dos servidores públicos permite maior qualificação na execução do seu trabalho, uma vez que ele amplia seu repertório sobre a influência destes modelos na história da administração pública brasileira. Além disso, é possível reconhecer a avaliar quais aspectos podem favorecer a gestão pública a fim de valorizar seu trabalho e corresponder às expectativas e demandas por parte da sociedade – de forma responsável e transparente.
Por parte da sociedade civil, a compreensão desse tema incentiva o combate às práticas públicas que se distanciam dos interesses sociais, como as patrimonialistas. Indo além, a sociedade civil pode se apropriar dos mecanismos de participação social a fim de estar mais próxima da administração pública, influenciando os processos de tomada de decisão e exigindo maior qualidade dos serviços públicos ofertados por parte do Estado.

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