Na minha opinião, um dos principais desafios relacionados à informação e à comunicação na gestão de riscos, especialmente no setor público, é fazer com que as informações realmente circulem entre as diferentes áreas e sejam utilizadas no momento adequado. Muitas vezes, os dados existem, mas estão dispersos, não são compartilhados ou não chegam de forma clara a quem precisa tomar uma decisão.
Além disso, acredito que a comunicação precisa fazer parte da cultura da organização. Não basta identificar e registrar um risco se as pessoas envolvidas no processo não compreendem sua importância ou não se sentem responsáveis por comunicar situações que possam comprometer os resultados. Na prática, uma comunicação falha pode fazer com que um problema que poderia ter sido identificado e tratado antecipadamente só receba atenção depois de se tornar uma situação mais difícil de solucionar.
Assim, considero que o desafio não está apenas em dispor de informações e ferramentas tecnológicas, mas em conseguir transformar essas informações em conhecimento útil, compartilhado e utilizado de forma efetiva na tomada de decisões.
Destaco três desafios relacionados à informação e a comunicação na Gestão de Riscos comuns a várias instituições públicas:
1. Transformar o risco em algo compreensível para todos.
O uso de termos técnicos da gestão de riscos pode distanciar o servidor da temática.
O que a alta gestão entende como risco estratégico muitas vezes não é comunicado de forma clara para quem executa a política, resultando em uma desconexão entre o que se planeja e o que se controla.
O ideal é traduzir e uniformizar terminologias e conceitos para o cotidiano dos servidores e colaboradores.
2. A informação deve ser precisa e tempestiva.
A administração pública esbarra em sistemas fragmentados e informações desatualizadas que podem gerar inconsistências de dados e tomada de decisões equivocadas, o que pode comprometer a instituição.
Essa fragmentação acontece não só internamente nas instituições, mas também entre ministérios e órgãos públicos, que comumente operam de forma isolada, quando o ideal seria atuarem conjuntamente, otimizando esforços.
3. Medo de retaliação.
Os servidores e colaboradores podem hesitar em comunicar riscos ou falhas devido ao medo de retaliação. Isso cria o dito “silêncio organizacional”, onde os riscos só se tornam visíveis quando as crises já estão instaladas.
Na prática, a comunicação de riscos ainda acontece muito mais como exercício de preenchimento de documentos para atender os órgãos de controle (TCU, CGU), perdendo o caráter de ferramenta de apoio à tomada de decisão.
Em suma, superar esses gargalos exige mais do que a implementação de sistemas modernos; requer uma mudança profunda na cultura organizacional. A gestão de riscos só será efetiva quando a informação fluir sem barreiras e o erro for encarado como uma oportunidade de aprendizado, e não como uma falha a ser punida. Ao transformar o risco em uma linguagem comum e acessível, a administração pública abandona o caráter puramente burocrático e passa a utilizar a gestão de riscos como uma estratégia para a entrega de melhores resultados à sociedade.
Os principais desafios de informação e comunicação na Gestão de Riscos residem na quebra de silos organizacionais para garantir que a percepção de riscos flua entre todos os níveis, evitando que dados críticos fiquem retidos em departamentos isolados. Isso exige superar a barreira cultural de omitir más notícias, assegurando que as informações sejam reportadas com transparência, qualidade e, acima de tudo, oportunidade, para que a alta administração possa agir antes que o risco se materialize. Além disso, o grande obstáculo técnico é transformar volumes massivos de dados em relatórios estratégicos inteligíveis que estejam alinhados ao apetite ao risco da organização e que sirvam efetivamente como subsídio para a tomada de decisão.
Na gestão de riscos no setor público, a informação e a comunicação enfrentam desafios significativos, como a falta de clareza nas mensagens, o uso de linguagem excessivamente técnica e a ausência de envolvimento efetivo das partes interessadas. Além disso, o timing inadequado e a desinformação podem comprometer a identificação e a mitigação de riscos, gerando impactos negativos em políticas públicas e serviços essenciais.
Os desafios de informação e comunicação incluem garantir a transparência sem comprometer a confidencialidade e proteger informações sensíveis. Além disso, a precisão e a atualização constante dos dados são cruciais, mas muitas vezes prejudicadas pela falta de infraestrutura adequada e integração de sistemas. A interoperabilidade entre diferentes departamentos e agências é essencial para uma visão global dos riscos, mas muitas vezes esses sistemas são fragmentados.
Outro aspecto fundamental é a comunicação efetiva com todos os stakeholders, desde tomadores de decisão até o público em geral. A capacitação dos funcionários em práticas de gestão de riscos e a promoção de uma cultura de conscientização em risco são essenciais para uma comunicação interna eficiente. Durante crises, a comunicação pública precisa ser precisa e tranquilizadora para combater a desinformação e manter a confiança do público. Enfrentar esses desafios requer melhorias tecnológicas, protocolos claros de comunicação e coordenação entre diferentes entidades governamentais.
Para superar esses obstáculos, é fundamental estabelecer práticas de comunicação acessíveis, transparentes e colaborativas, garantindo que informações críticas cheguem a todos os envolvidos de forma clara e tempestiva. Envolver stakeholders no processo de gestão de riscos pode fortalecer a confiança e a eficácia na tomada de decisões, promovendo um ambiente mais resiliente e preparado para lidar com adversidades.
Os desafios relacionados à informação e comunicação na Gestão de Riscos são fundamentais para o sucesso da implementação de um sistema eficaz de gerenciamento de riscos. Um dos principais desafios é a qualidade dos dados, pois a falta de informações precisas, completas e atualizadas pode comprometer a análise de riscos e a tomada de decisões. Outros desafios incluem a integração de sistemas, comunicação eficiente, cultura organizacional, complexidade da informação, atualização em tempo real, proteção de dados sensíveis e alinhamento com os objetivos estratégicos.
Para superar esses desafios, é necessário implementar processos robustos de coleta, validação e atualização de dados, utilizar ferramentas de integração de dados, estabelecer canais de comunicação formais e informais, promover uma cultura de gestão de riscos, adaptar a linguagem e o formato das informações ao público-alvo, implementar sistemas de monitoramento contínuo e alertas em tempo real, e adotar políticas de segurança da informação e controle
Alguns desafios relacionados à informação e comunicação na gestão de riscos são:
1) Desinformação - é preciso identificar e lidar com informações falsas ou desinformação desde o início;
2) Falta de planejamento - é importante que os gestores planejem a execução dos processos, incluindo prazos e resultados esperados;
3) Falta de transparência - a comunicação clara e transparente sobre os riscos e as medidas de controle é fundamental para garantir o engajamento de todos;
4) Cadastros incompletos - dados incompletos podem prejudicar a aplicação de ações de “due diligence”;
5) Falta de comunicação entre departamentos - a falta de entendimento sobre os processos internos pode resultar em duplicidade de esforços e retrabalho.
Outros desafios na gestão de riscos incluem a demora na aprovação de crédito, a desorganização e difícil acesso aos dados, a inadimplência, relatórios confusos e/ou não integrados.
Os maiores desafios relacionados à informação e comunicação na Gestão de Riscos estão relacionadas a definição dos mais eficientes canais de comunicação dentro da organização, bem como o prazo para que estas sejam iniciadas em caso de ocorrências, a precisão e clareza na linguagem adotadas e o embasamento apoiado em normas e resoluções vigentes. Se tudo ocorrer dentro da normalidade haverá, também, um direcionamento eficiente dos recursos para mitigação dos riscos e as operações sofrerão o mínimo de impacto possível.
Os desafios da informação e comunicação na gestão de riscos estão relacionados: (i) ao gerenciamento de dados sensíveis e confidenciais, devido ao crescente volume dessas disponíveis para as organizações. O manejo adequado desses dados é crucial para evitar violações de segurança e garantir conformidade com as leis de proteção de dados; (ii) à comunicação interna ineficaz (falha na comunicação interna), podendo resultar em má interpretação de dados críticos, além de impactar nas decisões relacionadas à gestão de riscos. Garantir que a informação seja devidamente compreendida e disseminada em todas as áreas da organização é um obstáculo comum a ser superado; (iii) às ameaças cibernéticas (crescentes ataques cibernéticos que visam a manipulação ou corrupção de dados), devido à evolução das tecnologias. Proteger as informações da organização contra ameaças virtuais é um desafio contínuo e em constante mudança; (iv) à complexidade de gerenciar espaços digitais de comunicação, no sentido de equilibrar a liberdade de expressão com a necessidade de manter um ambiente respeitoso e seguro nas redes sociais. A disseminação de discursos de ódio e informações falsas nos espaços digitais ocorrem devido ao anonimato e a percepção de impunidade dos indivíduos nas redes sociais, podendo afetar a integridade institucional. Como soluções a esse desafio, a moderação de conteúdo e a implementação de políticas claras de uso das redes sociais são essenciais para mitigar os efeitos negativos e garantir que as plataformas sirvam aos seus propósitos educativos e informativos.
Os principais desafios relacionados à informação e comunicação na Gestão de Riscos são o Gerenciamento de dados sensíveis, a comunicação interna ineficaz e as ameaças cibernéticas. O Gerenciamento de dados sensíveis diz respeito ao grande volume de informações e dados sensíveis sob responsabilidade das organizações e adequação desses dados às normas que envolvem o tema. E um desafio gerenciar tais informações e se adequar às leis de proteção de dados. Já a comunicação interna ineficaz é outro desafio. O não entendimento e má interpretação das informações podem levar a tomada de decisões inapropriadas e gerenciamento ineficaz dos riscos. E ainda, outro desafio são as ameaças cibernéticas que visam a corrupção e manipulação de dados, tais ameaças podem comprometer a segurança das informações e é um constante desafio a ser vencido dentro da Gestão de Riscos.
Desafios relacionados à informação:
1 - Lei Geral de Proteção de Dados: Vivemos em um mundo em que as legislações e normas cada vez mais exigem das organizações a transparência de suas ações e publicização de seus atos perante a sociedade e seus parceiros e, com isso, surge o desafio de como se fazer isso de forma a efetuar, também, o tratamento correto de dados pessoais, preservando assim a privacidade e intimidade das pessoas.
2 - Manutenção de sistema de dados confiável – É imprescindível para uma boa gestão de riscos que as informações utilizadas como base para as tomadas de decisões em uma organização estejam imediatamente disponíveis e que estejam devidamente atualizadas. Por isso, é muito importante que essas informações sejam coletadas de um sistema confiável e que seja conhecido de todos, evitando assim que informações relativas a dados iguais tenham fontes diferentes, o que pode ocasionar divergência na prestação de informações.
3 - Segurança da informação – Ameaças cibernéticas como maware, roubo de dados e ataques maliciosos à redes de computadores de uma organização podem causar grandes estragos e perda irreparável de informações caso as organizações não estejam devidamente preparadas para combater tais riscos.
Desafios relacionados à Comunicação:
1 – Combate às Fake News – No mundo digital em que vivemos atualmente, notícias falsas podem se espalhar com grande velocidade e as organizações precisam estar atentas à disseminação delas e combatê-las com grande agilidade, preservando assim a sua imagem.
2 – Comunicação externa efetiva - Uma vez que existem cada vez mais acessos a múltiplos canais de comunicação, é preciso que as organizações estejam atentas a todos estes canais a fim de atender com eficiência necessária as demandas recebidas por meio destes. Demandas não atendidas podem trazer prejuízos à imagem da organização.
4 – Comunicação Interna Efetiva – Requer reuniões estratégicas, equipes colaborativas, compartilhamento de informações e cultura de troca de idéias em uma organização. Para tanto, o desafio seria o de alinhar essas equipes neste contexto, mesmo havendo pouco tempo restante para tanto devido muitas vezes à sobrecarga de trabalho em que se encontram.